O fenômeno do empreendedorismo no Brasil


Fenômeno é toda ocorrência, evento ou fato que pode ser descrito e explicado cientificamente.

Historiacamente, sabe-se que após a queda de Roma (por volta de 476 d.C.) e até meados do século XVIII, praticamente não existiu aumento na geração de riquezas. Contudo, com o advento do empreendedorismo, esse cenário mudou principalmente no Ocidente, apresentando um crescimento exponencial de 1700 a 1900. Assim, ao longo deste cenário, o pensamento empreendedor evoluiu, evidenciando a dimensão que o termo alcança nos dias de hoje, disseminando-se nas escolas de negócios e posteriormente nas academias (MURPHY; LIAO; WELSCH, 2006).

O empreendedorismo moderno transcende a velha definição de abrir um simples comércio e vender bens ou insumos de primeira ordem, empreender hoje é sinônimo de resolver algum problema do mercado ou curar uma dor de alguém. Essa nova definição vem ganhando corpo e transformando toda a geografia do planeta, mudando vidas e gerando riquezas nunca dante imagináveis.

No Brasil não é diferente, temos um povo criativo e muito determinado, que empreende mesmo com poucos recursos e em um cenário completamente adverso, repleto de dificuldades, alta carga tributário e muita burocracia na hora da formalização. É fato que já avançamos bastante com a criação do SIMPLES e com a segmentação das categorias de acordo com o faturamento anual.

O MEI (micro empreendedor individual), categoria de entrada criada em 2008 que formaliza os pequenos negócios, permitindo um faturamento de até R$ 81 mil/ano, superou todas as expectativas e permitiu identificar um novo cenário, onde, segundo pesquisa do SEBRAE (2018), a cada 10 brasileiros, 4 empreendem de alguma forma, onde 98,5% das empresas ativas no Brasil são micro e pequenos negócios, responsáveis por 54,5% dos empregos formais e 27% do PIB anual.

Isso mostra que realmente somos um país empreendedor e que temos um potencial de crescimento ainda maior, quando analisamos o seguimento das startups, pequenas empresas de tecnologia que "vendem" soluções inovadoras que vai de problemas simples como mobilidade e lazer até questões de saúde e meio ambiente.

Acontece que ainda temos muitos empreendedores por necessidade, aqueles que entraram na estatística do desemprego por causa da grande crise que nos acometeu entre 2014 - 2019 e resolveram "se virar nos 30" abrindo um pequeno negócio, alguns prosperam e outros não. Ainda temos muito que avançar, falta planejamento, falta conhecimento e falta responsabilidade para que tenhamos mais êxito empreendendo, embora já conseguimos ver grandes avanços como acesso ao crédito e informação.

Instituições como o SEBRAE fazem toda a diferença, eventos acadêmicos, parcerias público privadas e o incentivo à compra do "pequeno" são ações que ajudam a fomentar e impulsionar essa classe tão importante e vital ao nosso país. Sendo assim, esse fenômeno tende a se alastrar e ganhar mais força, de forma organizada e economicamente correta, gerando cada vez mais riquezas, colhendo os melhores frutos e trazendo resultados para toda a economia.

Pense nisso, pense grande desde pequeno e mãos à obra!

Forte abraço e até nossa próxima conversa,

Bruno Miranda - Especialista em Pequenos Negócios

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