Um pequeno negócio inovador que vende "comunicação" em vez de uma marca.


Muito se ouve falar de empreendedorismo sustentável, mas na prática, poucos realmente o colocam pra rodar e fazem jus ao título. A Reserva, uma descolada marca carioca de roupas jovens, surgiu da observação de seus dois sócios quando estavam em uma academia de ginástica e perceberam que dois rapazes chegaram vestidos com duas bermudas idênticas. Isso os fez chegar a uma conclusão, ou está faltando novas opções, ou está sobrando demanda, ou as duas coisas! A partir daí resolveram explorar esse novo universo com uma abordagem bem inovadora, eu diria: Pra frente! Perceba que um vendedor de verdade nunca para de observar o que o cliente procura, o que ele precisa e ouve seu grito desesperado para que possa resolver seu problema, fora sua preocupação com a sociedade como um todo. Eis que surge então um novo modelo disruptivo, que busca vender uma comunicação em vez de vender uma marca. Isso por que sua empresa já nasceu na era digital, sua linguagem foi atual e falava direto com seu público-alvo, tanto nas lojas físicas, quanto em seu e-commerce. A Reserva passou a usar sua roupa para falar com o mercado. Enquanto os demais utilizavam as redes sociais para vender, eles as usavam para se comunicar e se conectar com seus clientes. Sem preconceito, acaba de estabelecer um novo conceito, suas lojas passam a ser pontos de encontro, e não um simples ponto de venda. Proporcionar uma experiência única passa a ser a bandeira da empresa, desde a música tocada na loja até seus vendedores, que são uma espécie de mensageiros da marca. Eles passam por um treinamento de imersão e entendem que o mais importante não é vender, e sim, encantar. Um de seus fundadores, Rony Meisler, conta que só devemos contratar alguém, caso ache aquela pessoa agradável ao ponto de sentir vontade de sair pra jantar e conversar com ela. Esse é o espírito de sua equipe, convencer as pessoas a ficarem à vontade em sua companhia. Ou seja, a missão de seus vendedores é de vender uma comunicação que passe a essência de sua marca e faça com que o cliente se identifique com a causa, vender é consequência.

Outro diferencial da empresa é a responsabilidade social e a preocupação com o empreendedorismo sustentável, cada peça vendida gera cinco pratos de comida que são doados a quem realmente precisa. Segundo Meisler, deixar tudo nas mão do governo é suicídio, mesmo sabendo que é dever dele.

Iniciativas como essas, fazem com que "pequenos grandes negócios" apareçam, cresçam e se multiplique em um mercado cheio de anseios e carente de novidades sustentáveis, com inovações multidirecionadas que fomentam o bem-estar coletivo.

Está esperando o que para se juntar ao rol de empresas e empreendedores que fazem a diferença em seus negócios? Seja muito bem-vindo ao mundo do empreendedorismo sustentável, aquele que cresce sem diminuir nada!

Forte abraço,

Bruno Miranda - Especialista em Pequenos Negócios

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